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20080827

ACRÍLICO SOBRE TELA

tela de 30x40cm

20080816

DESTINO DE FÉRIAS - S. PEDRO DO SUL




Continuando estes destinos de férias, eis aqui S. Pedro do Sul, um dos sítios para quem gosta de aproveitar as férias, para cuidar do corpo, e prefere as termas á praia.
A poucos Km de Viseu, situada numa zona montanhosa de rara beleza, a "Sintra da Beira" é local de obrigatória visita, para quem gosta de fugir da confusão das grandes cidades e mergulhar num ambiente de natureza límpido, onde se pode encher os pulmões de ar puro.
Banhada pelo Vouga, S. Pedro do Sul possui nas margens deste rio uma das termas mais antigas do país. As suas águas eram já utilizadas durante a ocupação romana, como comprovam as escavações efectuadas há 20 anos, onde foram encontradas, entre outras descobertas arqueológicas, várias piscinas, e medalhas com as efígies de Constantino e de Trajano. Com a queda do império romano, o "Balneum" passou por uma fase de ostracismo que se estendeu por alguns séculos. No século XII deu-se un renascimento destas termas, passando na altura a chamarem-se as "Caldas Lafonenses" assim denomimadas, já que, não só as Termas, mas todo o concelho de S. Pedro do Sul, se encontra situado em plena região de Lafões, gastronicamente conhecida, pela famosa vitela, ou pelo não menos famoso cabrito da Gralheira.
Reza a história, que sofreram um grande desenvolvimento depois que D. Afonso Henriques, se recuperara nas suas águas das mazelas obtidas na batalha de Badajoz.
No século XIX foi inaugurado um moderno balneário, baptizado com o nome de Hospital Rainha D. Amélia, porque esta rainha costumava deslocar-se ali, para naquelas águas se recuperar dos seus achaques.
Com a implementação da República, o nome mudou mais uma vez, e passou a chamar-se desde então Termas de S. Pedro do Sul.
O actual Centro Termal, foi inaugurado em 1987, sendo o antigo Balneário Rainha D. Amélia restaurado e reaberto em 2001, não só com moderno equipamento para tratamentos, mas também com um Núcleo Museológico, um Auditório, e um Salão Multiusos.
Para os amantes da natureza, toda a zona envolvente é um tesouro.
Situada com atrás disse no vale de Lafões, tem á sua volta as Serras da Arada, Gralheira, e S. Macário. Do alto de S. Macário, podem observar-se as Serras da Estrela, Montemuro e Caramulo. Todo o verdejante vale de Lafões , o Porto e a Torre dos Clérigos. Na subida para a serra pode observar as tipicas aldeias de casas de xisto extraído da própria serra. No cimo pode ainda ver a centenária capela de S. Macário. Subindo a serra da Arada, encontra aldeias de grande beleza, como o Coelheira, onde num lago em pleno planalto da serra se podem observar belas trutas saltando, ou o Candal, com típicos conjuntos rurais que vivem essencialmente do pastorício de cabras e ovelhas. Se subirmos a Gralheira, começamos por encontrar o famoso Convento de S. Cristóvão de Lafões, cuja origem é anterior ao nascimento da Nação. Continuando a subida encontramos a aldeia de Manhouce, que já foi em tempos considerada a aldeia mais portuguesa, e cuja beleza etnográfica já levou a nossa TV, a fazer alguns programas sobre ela. E quem não conhece Isabel Silvestre, uma VOZ da aldeia, que canta e encanta todo o país.
A vitela de Lafões, o cabrito da Gralheira, a broa e a chouriça caseira, e o vinho verde de Lafões,são iguarias a não perder.
E se ao fim do dia lhe apetecer ler um livro á beira-rio? Pode sempre recorrer ao Bibliomóvel, que como o nome indica é uma pequena biblioteca itinerante. Para uma consulta na Internet, recorra á Biblioteca Municipal.
E agora ? Que tal umas férias diferentes?

20080730

FOLHA DE OURO

Peça moderna executada com folha de ouro e vermelho inglês.

Materiais
1 peça de vidro
mordente para folha de ouro
folha de ouro
vermelho inglês
Betume judaico
verniz fixante.
Alcool puro
Pó de talco

Atenção a peça é trabalhada, pela parte de trás.

Limpe muito bem a peça de vidro com álcool puro. Deixe secar e aplique o mordente da folha ouro que serve também de cola. Passe os dedos no talco para manusear as folhas de ouro. Vá colocando com cuidado uma a uma sobre o mordente, esticando-as bem, para não ficarem todas enrugadas. Não as sobreponha, e não se preocupe de rasgar um pouco em algum dos lados ou ficar um pouquinho mais afastada. Deixe secar bem.
Aplique uma boa camada de vermelho inglês, com cuidado para não rasgar a folha. Esta tinta vai depois aparecer nas falhas da folha de ouro, dando um aspecto muito bonito à peça. Deixe secar bem e envelheça com betume judaico. Não tenha pressa, deixe sempre os materiais secarem bem, para não correr risco de estragar.
Quando o betume estiver bem seco aplique o verniz fixante e deixe secar novamente muito bem.
Resultado, uma peça lindíssima que fica bem em qualquer ambiente.
Espero que gostem.

A TODOS OS QUE PASSAM POR ESTA CASA. A CIRURGIA CORREU BEM, TIREI HOJE OS PONTOS, E EM BREVE VOU VOLTAR. A TODOS OS QUE MANDARAM EMAILS, O MEU MUITO OBRIGADA.

20080720

DESTINO DE FÉRIAS - CHAVES




Para os que não gostam de praia e preferem as termas como destino de férias e descanso, vamos outra vez ao norte. E não é que no sul não hajam termas. Da próxima vez, prometo vou ao Algarve e mostro-vos as termas de Monchique.


Mas hoje vou para Trás-os-Montes, até á linda cidade de Chaves. Pertencendo ao distrito de Vila Real, e banhada pelo Tâmega, a cidade possui muitos vestígios de civilizações pré-históricas.


Porém foi na época romana que Chaves conheceu o seu maior desenvolvimento. Os romanos instalaram-se onde hoje é a cidade. Construíram pequenas fortificações nos montes vizinhos, o que lhes davam uma certa segurança, contra os invasores. Construíram a ponte de Trajano, numerosos balneários termais para se aproveitarem das suas águas minero-medicinais. E de tal modo se desenvolveu que foi elevada á categoria de Município no ano 79 por Vespasiano, o primeiro César da Família Flávia. Talvez por isso se chamasse Aquae Flaviae.


No século III as sucessivas invasões, dos Suevos, Visigodos e Alanos, quase destruíram a cidade, com as suas guerras, e a cidade estagnou até ao sec. VIII, altura em que foi invadida pelos árabes. Sucederam-se três séculos de lutas entre árabes e cristãos, tendo a cidade andado de conquista e reconquista ora para os cristãos, ora para os mouros.


Só em 1160, já Portugal existia, foi definitivamente reconquistada aos mouros e passou a fazer parte integrante de Portugal. Pela sua situação fronteiriça Chaves estava sempre em perigo de invasão pelo que o rei D. Dinis mandou erguer o castelo e as muralhas que ainda hoje se observam em algumas partes da cidade.

Zona termal junto ao rio, podendo ver-se ao cimo o castelo.
Na actualidade Chaves tem muito que oferecer ao visitante , além é claro das termas. ( E a propósito, sabia que a água termal de Chaves é a mais quente da Europa?) Desde logo, um belo passeio pelo Tâmega, ou pelas suas margens, ladeadas de árvores frondosas. Para quem gosta de monumentos, uma visita ao Museu, onde pode conhecer toda a história da cidade . A igreja Matriz de estilo românico que data do sec XII, composta no seu interior de três belas naves. A igreja da Misericórdia, logo ao pé da igreja Matriz, com fachada granítica, e interior de uma só nave, construída no sec. XVII, de estilo barroco. Atravessando a ponte romana de Trajano, chegamos á freguesia de Madalena, imponentemente instalada na margem do rio, onde pode observar a igreja da Madalena, (infelizmente estava fechada quando lá estive).
Para os bons garfos, a gastronomia é de uma riqueza ímpar. Além do famoso presunto de Chaves, o salpicão, linguiças e alheiras, temos o cabrito assado ou estufado, o cozido e a feijoada á transmontana, os milhos à romana, as trutas recheadas de presunto, os pastéis de Chaves, e o Folar, que não tem nada a ver com o nosso folar, porque o de Chaves, é recheado de carnes de porco, presunto, salpicão e linguiça.
E pronto: Que tal umas férias em Chaves?

AVISO AOS AMIGOS, vou estar ausente algum tempo, por motivos de saúde. Peço desculpa.
A todos um abraço e obrigada.

20080707

ESTANHO PINTADO

Já expliquei em posts anteriores a técnica de trabalhar o estanho, e até apresentei estanho sobre vidro. Se bem se recordam , o estanho sofre um processo de queima, para que se mantenha sempre bonito e sem oxidar. Agora imaginem que se enganam no lado correcto do estanho para queima. O estanho ficará negro e não haverá nada que o ponha novamente a brilhar. O estanho é um material que não é mt barato. Então que fazer? Deitar fora? Nem pensar.
Então limpe muito bem a peça com álcool puro. Depois pinte a peça com tinta de vitral. Deixe secar bem. E aplique verniz para vitral. E terá uma bonita peça. Esta é uma peça que eu trabalhei do avesso do estanho, (eu sou um bocado pitosga) e que depois de "queimada" ficou toda preta. E vejam o resultado final...

20080626

DESTINO DE FÉRIAS - LAGOS


Porque estamos em tempo de férias, resolvi falar-vos de um dos sítios onde gosto mais de passar férias.
Situada no barlavento algarvio, a poucos Km da ponta de Sagres, Lagos é uma cidade cheia de história. E segundo ela, foi conquistada aos mouros em 1249, e recebeu o primeiro foral em 1266, no reinado de D. Afonso III. Contudo é no reinado de D. Afonso IV que atinge grande importância devido aos descobrimentos Portugueses.
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata, dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, do Camilo, Grande, Canavial, do Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6Km de distância, a praia da Luz. Temos ainda a Ponta da Piedade, cujas grutas marítimas merece a pena visitar. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das grutas e mostrar todo o seu esplendor.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida á beira-mar para poder passear, enquanto observa a bonita marina, e toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas ou a fortaleza. E porque não um passeio a pé entre a cidade e a Ponta da Piedade observando os marcos que serviam de estações, quando na Semana Santa se fazia a via Sacra.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte e o Auditório Municipal.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira do doce, que se realiza no último fim- de- semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, ás discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémur de cauda anelada, o lémur castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
Esta é uma sugestão de férias.
Divirtam-se

20080519

CABECEIRAS DE BASTO




O legado deixado pelo passado de Cabeceiras de Basto não é suficiente para se poder atribuir uma data exacta à origem do concelho. Admite-se que o primeiro povoamento de Cabeceiras de Basto remonte a algum período pré-românico, a julgar pelos dólmens e pelos vestígios castrenses. Não obstante a sua antiguidade, a povoação de Cabeceiras de Basto só passaria a concelho em 1510, por foral de D. Manuel I.
O vinho verde, o milho, o azeite, a pecuária e o artesanato constituem os produtos de renome e, simultaneamente, as principais fontes de riqueza do concelho. No que respeita ao artesanato, Cabeceiras de Basto é conhecida, de longe, pela sua cestaria, tanoaria, tamancaria, latoaria e pelos magníficos trabalhos realizados em linho e lã. Cabeceiras de Basto tem uma outra dimensão quando se prova uma das várias especialidades gastronómicas da região, entre as quais é de destacar, a carne de vitela, o bacalhau com batatas a murro, as papas de sarrabulho e os rojões à moda do Minho. O expoente máximo de toda a dinâmica da vila manifesta-se, com um certo regozijo, um pouco por todo o ano, no folclore, nos jogos tradicionais e nas festas, feiras e romarias.
Cabeceiras de Basto encontra-se entre as serras da Cabreira e do Marão, num extenso vale, mesmo à margem do Rio Tâmega. É um dos mais antigos e históricos concelhos do Minho. Uma terra que soube preservar a paisagem na qual convivem o Minho e Trás-os-Montes. Apresenta, por isso, um vasto património paisagístico e arquitectónico, marcado pelas suas gentes e pelos sabores tradicionais. Integrado nas Terras de Basto, pequena sub-região com três julgados: o de Cabeceiras de Basto, o de Celorico de Basto e o de Amarante, actualmente abrange uma área territorial de 239km2 por onde se espalham 17 freguesias com uma população de cerca de 18 mil habitantes. Vários achados arqueológicos (vestígios castrenses e construções dolménicas) permitem dizer que Cabeceiras de Basto remonta a um período anterior a Cristo, nomeadamente a épocas pré-românicas. Em 1514 Cabeceiras é elevado a concelho, por Foral de D. Manuel I. Foi, igualmente, um importante centro de peregrinação na Idade Média. Por este motivo a ele se associaram nomes de santos, nobres e guerreiros como são o caso de Santa Senhorinha de Basto, D. Pedro, D. Inês de Castro, D. Nuno Álvares Pereira, que aqui casou em 1376. O concelho de Cabeceiras de Basto está repleto de monumentos, alguns dos quais, de interesse nacional (como é o caso do Mosteiro de S. Miguel de Refojos e a Ponte de Cavez) e casas solarengas datadas, a maioria delas, dos séculos XVII, XVIII e XIX, que conferem à região um cunho ímpar, apresentando-nos lugares da memória, lugares da nossa identidade.

Texto retirado da net. Fotos minhas, excepto 5 que foram retiradas do portal da câmara municipal.